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Reportaje a Pedro Castello Branco

 

 

  Del 2 al 5 de Mayo de 2007 la CBB organizó el Primer Campeonato Sudamericano Senior, el cual tuve la suerte de presenciar, durante el banquete de cierre me toco

  compartir la mesa con Pedro Castello Branco, el cual a mi pedido, se ofreció gentilmente a contestar algunas preguntas, con el siguiente resultado:

 

 Pedro ha tenido la gentileza de enviarnos una bonita mano..como el mismo la describe...jugada por el en la Bermuda Bowl de 1993....quiero ver

 

 Como llegaste al bridge:

 

  Chegamos ao Bridge, eu e Marcelo, pelas mãos do Gabino. Gabino passava fins de semana em casa de amigos em Petrópolis, que

 lhe ensinaram o "Goren em Gráficos", isto em fins de 1963.

 

 Era uma tabela que mostrava os valores em pontos das honras, os pontos de distribuição Chicana = 3, seca = 2 e doubleton igual a 1,

 além de mostrar as preferencias na escolha de naipe para as aberturas.

 

 Jogávamos em casa e isso era tudo que tinhamos como informação.

 

 Para ter uma idéia abriamos de 1ST com E AKxxx AQx  Jxxx... pois contavamos 14 pontos de honras e mais 3 da

 chicana o que dava 17 pontos para abrir de 1ST 16-18. UMA LOUCURA!!!

 
 Na minha casa toda a família jogava de tudo: KING, O'HELL, XADREZ, BIRIBA, POKER e portanto já tinhamos um grande manuseio do baralho para todos os tipos de jogos.
 
 Em nosso primeiro ano de Bridge, já no Bridge Clube, quase ganhamos o campeonato Carioca e no segundo ano em 1965 chegamos

 em primeiro lugar no campeonato Brasileiro empatados com a BAHIA tendo perdido no confronto direto. A Equipe era: Adel - Marcelo,

 Pedro - Nahmias, Apoteker - Filipone...

 

 ¿Cuál ha sido tu actividad profesional?

 

  Estudei Engenharia e abandonei no último ano...O Bridge foi mais importante.

 

 Por muita sorte fiquei amigo de um dos maiores empresários do Brasil, Antonio Carlos de Almeida Braga que foi meu aluno de bridge e então fui trabalhar na seguradora Atantica-Boavista que depois de comprada pelo Banco Bradesco tornou-se a maior empresa privada do Brasil. Trabalhei lá por 25 anos e fui Diretor durante 16 anos. Tudo somado posso dizer que além das alegrias que o bridge me proporcionou permitiu-me também conhecer muita gente e ter uma carreira profissional importante também fora do bridge;

 

 ¿De que manera influyó en tu vida el bridge? - ¿Le aconsejarías a tus hijos que jugaran bridge? Si la respuesta es si ¿Por qué?

 

 Tenho duas filhas que não se interessaram pelo bridge, também tenho 4 netos e dois deles  de 12 e 13 anos são uns craques jogando

  cartas, mas ainda não estão envolvidos no Bridge. Esta decisão vai ficar para a mãe deles...

 
 Ganaste el Campeonato Mundial de Perth (Australia) en 1989...tus comentarios...

 

 Sim, ganhamos a Bermuda Bowl de 1989 com uma equipe espetacular em todos os aspectos, competencia, harmonia, seriedade e

 tudo mais, dificilmente nosso país vai ter uma equipe como aquela o que é uma pena. Sou torcedor número 1 de todas as equipes

 brasileiras.

 
 Era inicialmente um equipe de 4: Marcelo Branco - Gabriel Chagas e Roberto Mello - Pedro Branco. Tivemos uma dedicação enorme discutindo todos os fins de semana na casa do Gabriel, durante mais de 6 meses, somente o sistema de leilão o que produziu um sistema de mais de 1000 páginas de computador. As brigas eram muitas para finalmente chegar-se a um acordo sobre uma sequencia de leilão.
 
Jogamos e ganhamos o torneio de seleção para o Sul-Americano de 1989, em Santa Cruz de La Sierra, e convidamos para completar a equipe a dupla Carlos Camacho e Ricardo Janz que tiveram excelente desempenho no mundial nada deixando a desejar com relação às outras duplas.
 
 Em 1985 com a equipe com Marcelo-Pedro, Sergio Barbosa-Gabino e Claudio- Fabio Sampaio, quase ganhamos a semi-final da

 Bermuda Bowl perdendo por 3 pontos para Hamman-Wollf, Stansby-Martel, Pender-Ross na última mão de um match de 176 mãos. O bridge brasileiro já estava preparado para grandes sucessos.

 
No Round-Robin da Austrália chegamos em primeiro lugar com facilidade, ganhamos a semi-final da campeâ européia Polonia por 42 pontos em 160 mãos e na final ganhamos da Equipe americana Stansby-Martel, Pender-Ross, Lawrence-Woolsey por 54 pontos em 176 mãos. O impressionante foi que faltando 27 mãos para terminar o match estávamos 140 pontos na frente. Depois foi só segurar nas cartas e correr para o abraço.
 
As mãos de bridge que já passaram pelas minhas mãos são tantas e muitas tão interesssantes que prefiro não dar relevancia a qualquer delas, isto vou ficar devendo...

 

 

Recientemente ganaste el I Campeonato Sudamericano Senior ¿Qué sensaciones te deja el paso por esta categoría?

 
Passar para a categoria Senior foi como ter conseguido um sobrevida bridgistica o que me deixou muito alegre. Os mundiais de bridge são muitissimo cansativos e por mais que haja competencia e categoria a idade pesa ao longo do torneio fazendo o rendimento cair muito...
 
Se conseguir ter na categoria Senior um sucesso parecido ao que tive até hoje será maravilhoso...