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   Es un orgullo para mi como jugador de bridge de Sudamérica presentarles hoy este reportaje...

 

   La ultima vez que nos vimos fue en la Primer Edición del Sudamericano Senior de Bridge...en Río de Janeiro... primeros días de junio del 2007...donde nuevamente impuso su categoría...

 

En los archivos de BBO quedaron para la historia... las manos jugadas de este torneo... aquí les pongo un link al ultimo match de ese evento...del cual extraje la mano 126 en donde Marcelo despliega su técnica... 

 

(para poder ver el match debe tener instalado en su computadora el software de BBO...para los habitues de  BBO...np..:))

 

Marcelo Castello Branco  haga click en el nombre para ver sus palmares

 

                                                                

1. Como comenzo a jugar?

 

Comecei a jogar Bridge na minha casa, com 18 anos. Jogávamos muitos jogos de carta, até que um dia, Gabino Cintra, meu primo, apareceu com um livreto de Bridge.

 

Começamos - eu, meu irmão Pedro, meu cunhado Emilio (casado com minha irmã Anna) e Gabino - assim, sem professor.

 

Já conhecíamos os princípios básicos do jogo das cartas, pois jogávamos muitas vezes KING (não fazer vazas, copas, Reis e Valetes, Damas, duas últimas, Rei de Copas e as positivas) em casa. O uso dos trunfos, finesses etc já eram nossos conhecidos.

 

Pouco depois, tive umas três ou quatro de aulas de leilão - GOREN básico - com uma professora (a mãe de Roberto e Sylvia Figueira de Mello) que era amiga de minha mãe. No primeiro torneio de principiantes (após cada aula havia um torneio de duplas entre os alunos) joguei com a saudosa Lizzie Murtinho e fizemos 73% !

 

Logo comecei a participar de torneios e campeonatos, e fui me encantando cada vez mais com o jogo. No terceiro torneio que joguei, ganhei com o meu cunhado Emilio. Foi uma sensação!

 

A minha primeira aventura com um sistema mais sofisticado foi com o FIORI ROMANO que aprendi sozinho através de uma apostila (livreto).

 

Com pouco mais de um ano de Bridge, Adelstano Porto D´Ave - mais conhecido como Adel - um dos melhores jogadores brasileiros de todos os tempos, me convidou para jogar com ele.

 

Daí para frente foram torneios regionais, nacionais e internacionais, com Adel e outros parceiros que se seguiram - meu irmão Pedro, Sergio Barbosa, Gabino, Gabriel.Entre os mais jovens: Miguel Villas-Boas, Marco Toma (Vitamina), Diego Brenner e Paulinho Brum. Atualmente, jogo com Eduardo Vianna que, depois de muitos anos afastado, voltou ao Bridge.

 

Algumas vitórias importantes e, também, algumas derrotas dolorosas.

 

O saldo tem sido muito bom, e ter conhecido tantos jogadores de todo o mundo, e ter feito muitos amigos, talvez seja o mais interessante.

 

 

 

2. ¿Cuál o cuales conceptos sobre el juego te han acompañado desde el principio?
 

Creio que o principal no Bridge é, principalmente, ser um bom parceiro. Esforço-me muito para sê-lo. Às vezes sou um pouco exigente, mas procuro corrigir-me quando exagero. E, também, ser um bom companheiro de equipe.

 

Sempre que erro, mais tarde, procuro identificar o que ocorreu. Faço-me algumas perguntas: Por que errei? O que posso fazer para que não aconteça mais? Foi uma distração, desleixo ou uma situação nova que não conhecia? Enfim, procuro evitar que venha a fazer o mesmo erro no futuro.

 

Também, se no ataque ou no leilão (onde a parceria é fundamental) o meu parceiro erra, procuro saber se, de alguma forma, compliquei a vida dele ou se deixei de ajudá-lo. Isto é fundamental para o crescimento da dupla. Os dois parceiros têm que, sem vaidades, procurar o que causou o erro numa determinada mão. Não é fácil, eu sei, mas é preciso superar as barreiras pessoais para que a dupla evolua. Você pode apostar que em mais de 90% dos erros de leilão e ataque os dois jogadores têm sua parcela de responsabilidade.

Quanto aos aspectos técnicos, é fundamental dominar completamente o sistema de leilão (seu e dos adversários) e conhecer as técnicas de carteio e ataque.

 

Jogar de forma consistente e sólida é fundamental. Querer ganhar o jogo sozinho é o caminho mais rápido para a derrota. Fácil de dizer, nem tão fácil de fazer. Algumas vezes a vontade de arriscar muito é quase irresistível. É preciso controlá-la.

 

 

3. Montecarlo 76...

 

Brasil gana su primer gran titulo, ¿Con quienes compartiste  el equipo y que anécdotas recuerdas de este campeonato?
 

A equipe de 76 que ganhou em MOnte Carlo era: eu e Sergio Barbosa; Gabriel Chagas e PP Assumpção; Gabino Cintra e Christiano Fonseca.

 

Há muitas mãos e histórias lindas deste campeonato, mas um fato curioso é que eu e PP Assumpção quase não entramos na festa de encerramento.

 

Estávamos atrasados e ninguém podia entrar depois do Príncipe Rainier e sua mulher Grace Kelly. Quando chegávamos vimos o Príncipe e a Princesa entrando na nossa frente. Corremos como loucos e entramos antes.

 

Imagine perder a festa tendo ganhado as Olimpíadas !  

 

4. New Orleáns 78...

 

Ganaste la Olimpiada de Parejas con Gabino Cintra, ¿Como fue  el desarrollo de las sesiones?, ¿Recuerdas que sentían a medida que avanzaban las ruedas finales?
 

Esta foi a vitória mais inesperada da minha vida. Curioso: quase todas as grandes vitórias foram surpreendentes para mim. Uma lição: jogue sem olhar a tabela de classificação. Não faça contas, simplesmente jogue Bridge e esqueça todo o resto.

 

Quase não nos classificamos nas eliminatórias. Estávamos em 101o lugar faltando dois torneios, e apenas 40 duplas se classificavam para as finais. Avançamos para 56o lugar no primeiro e 24o no segundo!

 

As finais eram disputadas em 4 torneios: no primeiro e segundo ficamos em 11o lugar; tivemos um espetacular terceiro torneio e passamos para o 2o lugar; e, no último e decisivo, passamos para o 1o lugar ! Foi inebriante e espetacular! Ninguém esperava que vencêssemos. Nem nós mesmos! 

 

5. Perth 89... Brasil gana su primer Mundial

 

 ¿Con quienes compartiste el equipo? ¿Como y cuanto tiempo antes se prepararon para este mundial? y ¿Que mas quieres comentar de Perth?
 

A equipe era: eu e Gabriel Chagas; Pedro C Branco e Roberto Mello; Carlos Camacho e Ricardo Janz.

 

Esta foi uma vitória trabalhada. E como! Estudamos muito antes do campeonato. Discutíamos, toda a equipe, o sistema, 3 ou 4 vezes por semana. Nos preparamos seriamente, e todos estavam no auge do Bridge - entre os 40 e 50 anos, quando já se tem grande experiência e ótimas condições físicas e mentais para jogar.

 

Foi uma vitória convincente. Ganhamos o Round-Robin. Na semifinal, enfrentamos a fortíssima equipe polonesa, campeã européia, e ganhamos mais de 40 pontos. Na final, contra os americanos, mais de 50 pontos.

 

A nossa vitória na Bermuda Bowl vinha amadurecendo. Em 85 havíamos perdido a semifinal para os americanos, na última mão, por pura falta de sorte (uma das derrotas mais dolorosas da minha vida, pois cometi um erro grave na penúltima bolsa. Até hoje dói).

 

Em 89 estávamos mais maduros e muito melhor preparados. Curioso, joguei a minha primeira Bermuda Bowl em 69, portanto exatos vinte anos antes. Foi uma longa luta, mas valeu a pena!

 

Do meu ponto de vista, creio que foi o campeonato que melhor joguei na minha vida.

 

 

6. Guinebra 90, Ganaste tu segunda Olimpíada de parejas con Gabriel Chagas...

 

¿Como se fue desenvolviendo el torneo?, ¿Pasó algo en las ruedas finales que te hiciera sentir que ibas a ganar tu segunda olimpiada de parejas?
 

Outra vitória inesperada, embora eu e Gabriel já formássemos uma dupla bastante sólida. Mas ganhar pela segunda vez a Olimpíada de Duplas? Nunca imaginei ter tanta sorte, pois este é um torneio que além de jogar bem é preciso contar com certa "ajuda" dos adversários. Obrigado aos deuses do Bridge!

 

Uma história curiosa, é que no último torneio Gabriel estava um pouco, digamos, excitado com a grande possibilidade de ganhar, e eu, de brincadeira (broma, chiste), lhe disse: Por que estás assim? Eu como já ganhei uma vez estou achando tudo normal! Ele simplesmente sorriu.

 

Nem preciso dizer que eu, também, estava bastante nervoso.

 

Percebi que ia ganhar na mão abaixo:

                

                      N/S Vulnerable

 

Gabriel Chagas

   
 

 

 

Marcelo Castello Branco

 

K x x

x

A Q x x

A J 10 x x

 

 

Nós vulneráveis, contra não vulnerável, e Gabriel passa. O adversário da minha direita também passa.

Não queria abrir a mão, pois não sabia o que dizer sobre a provável resposta de 1. Após hesitar um pouco, acabei me sentindo obrigado a abrir. Afinal tinha 14 pontos, mas algo me dizia que deveria passar. E o leilão seguiu: 1espadas a minha esquerda e, desastre, 2 de Gabriel. Fui obrigado a dizer 2NT e escutei 3NT de Gabriel - contrato final.

 

El remate :

 

Oeste

Norte

Este

Sur

  Pass Pass 1
1 2 Pass 2NT
Pass 3NT Pass Pass
Pass      

 

 

Saída de pequena e vem o morto:

 

                   N/S Vulnerable

 

Gabriel Chagas

 

J x

A Q J x x x

10 x

9 8 x

   
 

 

 

Marcelo Castello Branco

 

K x x

x

A Q x x

A J 10 x x

 

 

Pensei: está louco! Por que não abriu de 2? Por que 3NT com 8 pontos? 

 

Restava-me cartear: ganhei a primeira vaza com o J do morto e joguei o 9, e, desgraça, o jogador a direita jogou a Q....

claramente com KQ.

 

Ganhei de A, e joguei para o 8 da mesa, ganho com o K à minha direita.

 

Neste momento o adversário que fez o K começa a pensar e, depois de algum tempo, joga o J (tentava com J9xx que seu parceiro tivesse AKxx ou AQxx).

 

Jogo a Q e o K, à minha esquerda, ganha a vaza.

 

Volta de para o 10 do morto. Seguem-se ou ,o A, finesse de copas, e encerramento em copas...  

 

3NT feito com uma overtrick, pois o jogador à minha esquerda tinha: 

 

                 N/S Vulnerable

 

Gabriel Chagas

 

J x

A Q J x x x

10 x

9 8 x

A Q x x x

K x x

K x x

x x

 
 

 

 

Marcelo Castello Branco

 

K x x

x

A Q x x

A J 10 x x

 

                                                                                     Top absoluto!

 

Este é o tipo de “ajuda” que necessitas para ganhar uma Olimpíada de Duplas.

 

7. ¿Cuál es la anécdota mas viva que tengas en tu memoria de todos los Campeonatos y Torneos que hayas jugado alguna vez?

 

Uma das histórias mais curiosas que conheço ocorreu num National nos Estados Unidos.

 

Jogo de Damas, última rodada de um match, com cortinas, e com grande rivalidade entre as equipes.

 

Sentam-se as senhoras para jogar e na primeira bolsa ocorre um leilão estranhíssimo com a dupla de Norte-Sul. Carteiam um contrato absurdo. Nenhuma das jogadoras fala uma palavra!

 

Na segunda bolsa o mesmo ocorre com a dupla de Este – Oeste. Silêncio absoluto!

 

Na terceira bolsa, torna a ocorrer um desastre com Norte – Sul. Silêncio total!

 

Na quarta, outra vez: desastre para Este – Oeste e um ataque absurdo por Norte - Sul. Então, as quatro senhoras não mais se controlam, e abaixam as cabeças para tomar satisfação com as parceiras do outro lado da cortina.

 

Apenas para verificar que estavam jogando com as parceiras erradas! Haviam sentado com suas adversárias como parceiras... 

 

8. Espacio para agregar todo lo que quieras.
 

Quero agradecer a Fernando Lema pela oportunidade de dizer algumas de minhas idéias sobre Bridge e de contar algumas das minhas histórias.

 

Espero que consigamos manter o Bridge sempre vivo na América do Sul.

 

Muito obrigado!